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Postado em: 10/07/13 às 08:43:22 por: James
Categoria: Artigos
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Em 23 de março de 1779, na poética Siena, num lar popular rico de tradições cristãs, veio ao mundo uma menina sobre a qual pesariam os destinos da Igreja.


Ao invés da tranquilidade e das consolações decorrentes de uma vida ordeira e laboriosa, ela teve em troca cruzes de extraordinário valor sobrenatural.

O infortúnio financeiro levou seus pais a se mudarem para Roma em busca de melhor sorte. Mas eles logo morreram, deixando Ana Maria órfã numa cidade “estrangeira”, pois Roma e Siena pertenciam na época a países diferentes.

Sem saber ler nem escrever, a jovem foi trabalhar no palácio da nobre família Maccarani, onde conheceu seu futuro marido, Domenico Taigi, pajem no palácio dos príncipes Chigi, na cêntrica Piazza Colonna – hoje sede do primeiro ministro da Itália.

Domenico era trabalhador e sério, mas deu-lhe muita ocasião para praticar a paciência. Tiveram sete filhos, três dos quais morreram em sua primeira infância.

Ana Maria Gesualda Giannetti de Taigi (23/03/1779 – 26/11/1837) foi uma excelente dona de casa, dedicada a todos, apesar de seus exíguos recursos.

Muito piedosa, ingressou na Ordem Terceira da Ordem da Santíssima Trindade – os trinitários – com sede na igreja de San Carlo alle Quattro Fontane.

O sol misterioso

Desde a sua adolescência, Ana Maria foi aquinhoada por Deus com um favor único: o de ter sempre presente diante de seu olho esquerdo um sol, qualificado de “místico”, mas muito voltado para as realidades temporais.

O Pe. Bouffier S.J. nos fala desse sol misterioso onde Deus quis lhe mostrar “os fios secretos dos movimentos do mundo”:


O livro do Pe. Bouffier SJ. Fala-se muito da beata,mas muitos poucos livros lhe foram dedicados.
E com razão: Deus falou por meio dela coisas graves demais.


“Era uma maravilha ouvir uma boca tão apagada narrar com serena candura as agitações das sociedades, as convulsões dos povos, a derrubada das dinastias, e até nesses grandes acontecimentos da História, os detalhes íntimos e escondidos dos corações que só o olhar de Deus pode penetrar. (...) Sob essa luz ela via o estado das consciências, a situação das diversas nações da terra, as revoluções, as guerras, os planos dos governos, as maquinações das sociedades secretas, as armadilhas montadas pelos demônios, os crimes, os pecados, as superstições dos idólatras, os flagelos que Deus havia preparado para punir as prevaricações humanas”.

O sol lhe apareceu pela primeira vez por volta de 1790, quando ela se flagelava em seu pequeno oratório doméstico.

E nunca se afastou de sua vista, acompanhando-a por toda parte, dia e noite, até a sua morte, acontecida 47 anos depois.

Quando viu esse sol pela primeira vez, Ana Maria foi tomada de temor. Consultou então seu confessor, que lhe ordenou pedir uma explicação a Deus. Assim o fez, tendo recebido esta resposta:

“Este é um espelho que Eu te mostro, para que conheças o bem e o mal que é praticado”.

O confessor lhe preceituou então que pedisse a Deus para retirar esse dom, concedendo-o às virgens dos claustros. Ela obedeceu, mas Deus lhe respondeu que Ele era livre para fazer o que bem entendesse, e que o confessor deveria tão-só cumprir bem o seu dever, e nada mais.

Inicialmente o sol místico apareceu com a cor do fogo, mas com os anos ficou cada vez mais brilhante, tendo a Beata comparado-o a sete sois simultâneos. O tamanho era do sol natural acrescido de raios.

Ele ficava a uma distancia de doze palmos de seu olho e a três palmos acima de sua cabeça, conservando sempre essa posição – esclarece o Pe. Bouffier S.J. (op. cit., p. 199).

Fato singular, com um olho doente e quase cego ela via esse sol, o qual alimentava seu dom de profecia e presciência, atraindo grandes dignitários eclesiásticos e civis de Roma, que acudiam à sua pequena casa para pedir orações e fazer consultas.

Mons. Natali, o anotador das visões

Certa noite bateu à porta de sua humilde casa um jovem sacerdote, que não tendo onde dormir perguntou-lhe se não haveria um cantinho onde pernoitar. Ele vinha recomendado por São Vicente Maria Strambi, confessor da Beata.

Ana Maria tinha um quartinho, que cedeu generosamente ao sacerdote, que haveria de ficar com ela por volta de 30 anos! Já muito aflita pelas dificuldades materiais relativas ao lar, a bem-aventurada elevou uma confiante queixa a Deus: “Já está tão difícil, e agora mais este!”.

Deus lhe fez conhecer seu desígnio sobre esse sacerdote. De fidalga família, ele fora a Roma sonhando fazer carreira eclesiástica, mas recusou todos os convites para entrar em sociedades condenadas pela Igreja, tendo por isso sido expulso das residências eclesiásticas onde morou.

Em atenção a esse nobre gesto, Deus o encaminhou para a casinha da Beata. Ele deveria ser o anotador de suas visões e, depois, um das mais importantes testemunhas em seu processo de beatificação. Seu nome era Mons. Raffaele Natali.

Mons. Natali anotava às pressas o que a Beata via no sol místico, com a intenção de reescrever tudo com vagar e boa caligrafia.

E as mais de quatro mil páginas manuscritas do bom sacerdote ficaram realmente para serem reescritas, com algumas exceções. Elas constituem o tesouro mais precioso da vida desse eclesiástico, por nos permitirem conhecer um dos personagens mais importantes da primeira metade do século XIX: a beata Ana Maria Taigi!

Elas foram cuidadosamente analisadas no processo de beatificação, sobretudo pelo fato de não serem redigidas diretamente por ela e incluírem anotações pessoais do religioso.

Pesadas todas as minudências e ouvido o “advogado do diabo”, a conclusão oficial foi: “Estes escritos podem ser considerados como trabalho da Venerável Serva de Deus” (Proc. Apost. fol. 921). É sobre eles que nos debruçaremos nos próximos posts.

continua no próximo post

 

Fontes:
1 ) Pe. Gabriel Bouffier S.J., “La Vénérable Servante de Dieu Anna-Maria Taigi d'après les documents authentiques du procès de sa béatification”, Ambroise Bray, libraire-éditeur, Paris, 1865.
2 ) Todas as citações dos ditados da Beata anotados de Mons. Natali foram tiradas dos Manuscritos origináis conservados sob a classificação MS. 337ª no Arquivo de San Carlo alle Quattro Fontane dos padres trinitários de Roma. Eles são citados indicando o volumen e a página respectiva.
3 ) Proc Apost. fol. 1537, apud Mons. Carlo Salotti, “La Beata Anna Maria Taigi secondo la storia e la critica”, Libreria Editrice Religiosa, Roma — Scuola tipografica italo-orientale « S. Nilo », Grottaferrata, 1922, 423 págs.






       





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